MPT notifica família de Ruan Vaqueirinho e empresa após show de cantor mirim às 3h da madrugada em Feira de Santana na Bahia.

📸 Foto: Reprodução/Instagram. 

Órgão recomenda obtenção de autorização judicial para apresentações em horários noturnos envolvendo menores de idade.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) expediu recomendações e instaurou procedimento investigativo envolvendo o cantor mirim Ruan Vaqueirinho, de 10 anos, após uma apresentação realizada por volta das 3h da madrugada em um evento em Feira de Santana - Bahia.

A medida foi direcionada aos responsáveis legais pelo artista e à empresa Crow Produções Ltda., responsável pela gestão de sua carreira. Segundo o MPT, a atuação de crianças e adolescentes em atividades artísticas durante o período compreendido entre 22h e 5h exige autorização prévia da Vara da Infância e da Juventude, conforme previsto na legislação de proteção ao trabalho infantil artístico.

O órgão esclareceu que a iniciativa não representa um processo judicial para impedir a continuidade da carreira do cantor. O objetivo é garantir que futuras apresentações ocorram dentro dos parâmetros legais, assegurando a proteção integral do menor e o cumprimento das normas trabalhistas aplicáveis a artistas mirins.

De acordo com o Ministério Público do Trabalho, a recomendação busca orientar a família e a empresa sobre a necessidade de obtenção de autorização judicial sempre que houver participação do artista em eventos realizados em horários considerados excepcionais para menores de idade.

O procedimento instaurado pelo MPT tem caráter investigativo e visa apurar as circunstâncias da apresentação. O órgão poderá acompanhar as medidas adotadas pelos responsáveis para adequação às exigências legais.

A legislação brasileira permite a participação de crianças e adolescentes em atividades artísticas, desde que haja autorização judicial específica e que sejam observadas condições que garantam a preservação da saúde, da educação, do descanso e do desenvolvimento do menor.

Até o momento, não há informação sobre aplicação de penalidades. O caso segue sendo acompanhado pelo Ministério Público do Trabalho.

Por redação/Pontal do Sertão. 

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