"HÁ 4 ANOS ATRÁS" AS PESQUISAS APONTAVAM CAPITÃO WAGNER A FRENTE, MAS ELMANO VENCEU NO PRIMEIRO TURNO COM 54,02%.
Há exatamente quatro anos, a disputa pelo Governo do Ceará era marcada por uma liderança que acabou não se confirmando nas urnas. O episódio levantou questionamentos entre eleitores sobre o alcance e os limites das pesquisas eleitorais.
Em setembro de 2022, a corrida pelo Governo do Ceará apresentava um cenário diferente daquele que seria conhecido poucas semanas depois nas urnas.
Na pesquisa Ipec divulgada em 9 de setembro daquele ano, Capitão Wagner aparecia na liderança, com 35% das intenções de voto, seguido por Elmano de Freitas, com 22%, e Roberto Cláudio, com 21%. O levantamento ouviu 1.200 pessoas entre os dias 6 e 8 de setembro e tinha margem de erro de três pontos percentuais.
Naquele momento, Wagner tinha uma vantagem de 13 pontos percentuais sobre Elmano e 14 sobre Roberto Cláudio, considerando os números divulgados pelo instituto.
O cenário, entretanto, mudou ao longo do mês. Na pesquisa Ipec divulgada em 22 de setembro, Elmano já aparecia numericamente à frente, com 30%, enquanto Wagner registrava 29%. Roberto Cláudio aparecia com 18%.
O resultado das urnas,
No dia 2 de outubro de 2022, o resultado surpreendeu quem acompanhava a disputa. Elmano de Freitas foi eleito governador do Ceará ainda no primeiro turno, com 2.808.300 votos, correspondentes a 54,02% dos votos válidos.
Capitão Wagner terminou em segundo lugar, com 1.649.213 votos, ou 31,72% dos votos válidos. Roberto Cláudio ficou em terceiro, com 14,14%. Os números são da Justiça Eleitoral.
A diferença entre os levantamentos do início de setembro e o resultado final evidencia também a dinâmica de uma campanha eleitoral. Pesquisas medem a intenção de voto em um determinado momento, enquanto a votação ocorre semanas depois, período em que podem acontecer mudanças na preferência do eleitorado.
Pesquisas garantem o resultado?
Não. Uma pesquisa eleitoral é um retrato estatístico de um determinado período. Ela pode indicar tendências, medir oscilações e apontar a posição dos candidatos naquele momento, mas não determina o resultado da eleição.
O caso do Ceará em 2022 se tornou um exemplo marcante dessa diferença entre pesquisa e resultado. No início de setembro, Wagner liderava o levantamento Ipec; duas semanas depois, Elmano já aparecia numericamente à frente; e, no dia da eleição, o petista alcançou 54,02% dos votos válidos e venceu a disputa no primeiro turno.
Quatro anos depois, a pergunta permanece atual: você confia nas pesquisas eleitorais ou prefere esperar o resultado das urnas?
Por redação Pontal do Sertão.
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